Na noite passada sonhei com Frankstein (antagonista do romance macabro de Mary Shelley) e com Sergio Vieira de Melo (ilustríssimo representante brasileiro na ONU). Apesar de não perder tempo em desvendar mistérios do subconsciente, transformados em sonhos infundados (redundância, pois todo o sonho é infundado), cheguei à conclusão de que talvez, inconscientemente, tenha colocado, frente à frente, o bem e o mal. O mal teria sido bem melhor representado se o sonho tivesse a “ilustre” presença de George W. Bush. Como isso não aconteceu, cai por terra a inócua tentativa de desvendar esse mistério. Ao contrário do que muitos pensam, inclusive eu, até ler o romance de Mary Shelley, Victor Frankstein é o protagonista da história e criador do monstro. O monstro, por sua vez, não possui nickname. Este, a princípio, não era mau. Tornou-se mau porque as pessoas o preteriam e o repudiavam, e não possuía uma companheira a sua altura, o que o fez a perseguir seu criador para que o mesmo criasse uma criatura tão horrenda quanto ele, para que pudesse amá-la e ser amado. No fundo procuramos pessoas iguais a nós mesmos, mas o que nos atrai, mesmo, são os opostos, teoria da ciência objetiva – Física – que subjetivamente faz parte de nossa vida.