Já dizia Lock: "A liberdade existe na mesma proporção da racionalidade". Já Vinícius de Moraes: "Que mesmo em face do maior encanto, dele se encante mais meu pensamento", e mais: "Eu possa me dizer do amor (que tive): que não seja imortal, posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure". Torquato Neto: "Imagine o verão em chamas e fique sabendo que é por isso mesmo. A hora do crime precede a hora da vingança, e o espetáculo continua. cada um na sua, silêncio.". Fernando Pessoa: "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." E ao contrário de Lock, vem Álvaro de Campos e diz: "(...) Vi todas as coisas, maravilhei-me de tudo, mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri. Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos, e fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse, amei e odiei como toda a gente, mas para toda a gente isso foi normal e instintivo". E, para finalizar, Baudelaire: "Todas as belezas contêm... alguma coisa de eterno e alguma coisa de transitório - de absoluto e de eterno. A beleza absoluta e eterna (digamos entre parênteses, o ideal clássico) não existe... O elemento particular de cada beleza vem das paixões e como temos as nossas paixões particulares também temos a nossa beleza".