sexta-feira, dezembro 12, 2003

C.A.M.A

Surfando pela internet encontrei um site maravilhoso: C.A.M.A - Centro de Assistência aos Mal-Amados. Lá você pode se cadastrar, chorar as mágoas e até rezar. A oração para as mal-amadas: "Pai nosso que estais entre nós, santificados sejam todos os homens sós. Venham sempre e estejam presentes, para satisfazerem nossas necessidades urgentes, assim no informal como no papel. Da galinhagem masculina livrai-nos hoje, perdoai as horas que passamos no salão de beleza assim como nós perdoamos o futebol que os deixa contundidos. E quando quisermos cair em tentação, livrai-nos dos broxas de plantão! Amém". E para os mal-amados: "Pai nosso que esteja onde estiver, santificada seja essa coisa deliciosa chamada mulher! Venham a nos todas elas, para satisfazerem nossas vontades assim na Terra como no motel. Do toco nosso de cada dia nos privai hoje, perdoai as mulheres que nos têm recusado assim como nos perdoamos as que nos fazem sofrer e por favor, deixai-nos cair na tentação, mas livrai-nos das desilusões, amém!". E as coisas não param por aí. O site apresenta a diretoria, ficha e carteira de associado, dicas de azaração, simpatias e muitas outras coisas para um desocupado que não tem o que fazer além de ler sites ridículos e acessar o Capeletti.



quinta-feira, novembro 13, 2003

Abafador de Ruídos

Depois que inventaram a pizza doce e disseram que a Carla Perez poderia cantar, não duvido de mais nada. Me apresentaram um utensílio que faria inveja ao Professor Pardal: abafador de ruídos de impressora matricial. Trata-se de um equipamento quadrado, cujas dimensões ninguém tem idéia pois não possui Manual do Usuário, forrado internamente com uma manta de espuma, possuindo um ventilador em sua lateral caso o ruído venha a produzir faíscas. Não entrarei no mérito das razões que levaram o fabricante a produzir tal preciosidade. Poderia entrar no mérito das razões que fizeram alguém adquirir tal equipamento. Por outro lado até poderia ser útil em certas ocasiões. Sugeri colocarem a Nara Otaran dentro dele. A Ilana entraria no mesmo somente após um surto de enxaqueca. A Goretti só chegaria perto para se certificar se a Ilana estaria bem acomodada dentro dele. Ao contrário da colega Sandrinha Ravison, carinhosamente apelidada pela sovina da Beli de "Fada", por tratar-se de uma menina de fino trato, linda e maravilhosa, que só produz ruídos quando ri, quando fala e quando caminha. Que o digam os vizinhos do prédio localizado na Olavo Bilac. A Nádia caberia em dois caixões: um para o corpo e alma e um para os vastos glúteos. A sovina da Beli, pretensa aposentada, num lampejo de sovinhez, trouxe um mísero lanche de pão preto, queijo Santa Clara, peito de peru e requeijão. Não se preocupou com a preferência gastronômica da "Fada" que prefere queijo de Minas, requeijão light e peito de chester defumado. E, para completar, insinuou que a injustiçada "Fadinha" trouxesse um pacote de farinha de centeio para ajudar nas despesas de confecção dos famosos pães de cimento. O único que alimenta bem a injustiçada Sandrinha e faz com que a mesma perca muitas calorias para manter aquele corpinho esbelto, é o "Dri", detentor dos direitos autorais do Sambaki (www.sambaki.blogspot.com).

terça-feira, novembro 11, 2003

Fui assaltada!

Ontem à noite resolvi fazer a tradicional janta "café-com-leite" e me deparei com uma situação inusitada: falta de pão. Lancei mão do meus únicos dez reais e me dirigi ao mercadinho ao lado de minha casa. Quando cheguei lá, entrou comigo um "negão" , dois por dois e cheio de mar prá dar. Como sou uma pessoa amável, não foi necessário que o meliante dissesse nada. Entreguei, de livre e espancada vontade, meus míseros dez reais e tentei, sutilmente, cair fora. Suddenly, o educado ladrão me agarrou pelos cabelos e me jogou para dentro do boteco. Limpou o caixa, deu um tapa na cabeça do proprietário e chamou todos de vagabundos. Claro, estávamos sem fazer nada e ele trabalhando! Moral da história: fiquei sem dinheiro, sem pão e sem cabelo. Estou na lista dos necessitados de implante de cabelo, juntamente com o ex-governador de Santa Catarina. E por falar em governador, onde está o policiamento ostensivo tão prometido e esperado? Lasier Martins nunca mais falou na Segurança Pública. Para ele deve estar tudo bem, ao contrário do meu couro cabeludo que continua latejando.


segunda-feira, novembro 10, 2003

Velho ou bem informado?

Ao lerem este artigo, certamente acharão que estou com uma idade avançada, o que não é verdade. Sou fã da grande maioria dos seriados que vou citar agora, mas não porque fizeram parte da minha vida e, sim, porque assisto a todos na TV a cabo (acreditem se quiserem). Talvez tenha esquecido alguns, mas se bem me lembro estão quase todos aí. Com certeza, os maníacos televisivos como eu, sentirão um nó na garganta, porque, afinal de contas, também é bom sentir saudades. ZORRO, ULTRAMAN, ULTRASEVEN, TERRA DE GIGANTES, TARZAN, VIAGEM AO FUNDO DO MAR, O TÚNEL DO TEMPO, O HOMEM DO FUNDO DO MAR, OS TRÊS PATETAS, OS WALTONS, A FEITICEIRA, A GATA E O RATO, A ILHA DA FANTASIA, CYBORG, A MULHER BIÔNICA, AGENTE 86, ALF O ETEIMOSO, JEANNIE É UM GÊNIO, DANIEL BOONE, ESQUADRÃO CLASSE A, KOJAK, HULK, JAMES WEST, FAMÍLIA ADAMS, FAMÍLIA BUSCAPÉ, MAGNUM, LASSIE, MCGIVER "PROFISSÃO PERIGO", MULHER MARAVILHA, PODEROSA ÍSIS, RIN TIN TIN, S.W.A.T, SUPER HOMEM, SUPER MÁQUINA, AS PANTERAS, BATMAM E ROBIN, BONANZA, CAPITÃO AMÉRICA, CAPITÃO MARVEL, CASAL 20, DALLAS, VEGAS, HAWAII 5.0, CHIPS, CHAPARRAL, JONADA NAS ESTRELAS, MISSÃO IMPOSSÍVEL, O ELO PERDIDO, JUSTIÇA EM DOBRO (Starski e Huch), O FUGITIVO, O GORDO E O MAGRO, PERDIDOS NO ESPAÇO, PLANETA DOS MACACOS, ROY ROGERS e REMINGTON STEEL. O e-mail matahary1967k@yahoo.com.br, está aberto para sugestões.

sexta-feira, novembro 07, 2003

Futuro ex-chefe

Não estou muito inspirada hoje e, talvez, o que eu escreva não alcance as expectativas desejadas, tanto por mim quanto pelos meus caros-minguados leitores. Hoje vou citar o nosso futuro ex-chefe, que atende carinhosamente pelo pseudônimo de Luis Cândido. A bem da verdade não sei qual é o seu verdadeiro nome de guerra. Até hoje não entendi porque colocaram em sua certidão de nascimento a palavra "Cândido". Isso me fez lembrar uma historinha que o mesmo me relatou há tempos atrás. Dizia ele, que quando solteiro encontrou-se com uma "manceba" muito gostosa, cheia de atributos físicos e intelectuais. Conversaram, trocaram confidências e quando pensou que a mesma iria sucumbir a seus encantos, tascou-lhe a tal proposta: "Vamos dar uma trepadinha?" . '- Olha, meu querido, eu até estava com vontade, mas depois dessa proposta "tão" carinhosa só me resta mandá-lo pastar'. Não sei se acatou o conselho, mas com certeza nunca mais utilizou essa artimanha para conseguir uma noite de prazer.
Brincadeiras à parte, quero agradecer e parabenizar o ilustre colega que está nos deixando e deixando saudades também. Não me chamem de puxa-saco. O verdadeiro puxa-saco é aquele que bajula quando o chefe está assumindo e não quando vai sumir. Agora vou voltar aos meus afazeres profissionais porque estou atolada de serviço e louca de vontade de meter o pé na rua. Afinal, hoje é sexta-feira!

quarta-feira, outubro 29, 2003

Mudanças comportamentais

Quem conheceu a Ilana nos idos anos noventa, certamente não a reconheceria no Século XXI. Houve uma tênue mudança comportamental. Isso de maneira alguma depõe contra ela, muito pelo contrário, o Dr. Roberto que se cuide. Talvez seja influência da Goretti. Mas aposto mais na Marinava. Águas paradas são profundas, já dizia aquele filósofo Grego que ninguém conhece. A recém-casada-Ilana-velha-de-guerra, que usava vestidos comportados, blusas opacas, trajes senhoris, optou por modelos mais fashion, vestidos menos comportados e meias coloridas. Ah, sem esquecer das calças "jeans", colantes. Não sei o que está acontecendo, mas ela anda muito faceira ultimamente. A Marinava, então, nem se fala. Nem que me matem direi aqui oque me foi confidenciado. O "Felipão" , com certeza, anda sorrindo à toa. Me arrisco a fazer uma perguntinha: "Será que é o ar primaveril que está deixando as colegas sorridentes ou algum aumento salarial anunciado que não estou sabendo"?

sexta-feira, outubro 24, 2003

Cuidado com as miudezas!

Certa vez adentrando em meu local de trabalho, mais precisamente no corredor do décimo-quinto andar, numa madrugada de quarta-feira, por volta de 9:00, ouvi um alarido de vozes, risos e similares. Deparei-me com uma situação um tanto quanto hilária. Um colega meu, cujas iniciais são Vitor Baraibar, ineditamente esqueceu a chave de sua sala oque o obrigou a recorrer à velha escada de guerra e num esforço sobre-humano tentar pular pela janelinha do aquário da sala vizinha deixando a aquela "mala" toda à vista. Quando me refiro à "mala" estou insinuando que o mesmo deixou à mostra os vastos glúteos, provocando uma colega a fazer o sinistro comentário: "Cuidado com as miudezas......!!!!" Essas miudezas deram muito o que falar. Que o digam os oficiais de justiça que apreciam muito esse corredor à procura do colega para satisfazer algumas pensões alimentícias. Ao contrário do colega "Mirandinha", sempre envolto numa névoa de perfume, em camisas de "cerquinha", levemente engomadas, lendo sua revista "Veja" e surrupiando o jornal Correio do Povo da colega Sandrinha. Jamais o "Cheiroso" esqueceria a chave e tampouco subiria uma escada para cumprir seu expediente de trabalho. Como diria o execrável Romário: "Deus olhou e disse: - Esse é o cara!" .

quarta-feira, outubro 22, 2003

Chefia Imediata!

Segundo meu colega Paulinho, seremos eventualmente chefiados por um adolescente, vulgo Marcus Vinícius. Talvez tenhamos que fumar maconha, ouvir rock and roll e jogar video-game todo o dia. Mas se fôssemos chefiados pelo antigo colega Vítor, talvez tivéssemos que dançar pagode e ouvir o jogo do inter, que ultimamente tem aparecido muito na telinha, ao contrário do seu adversário que não passa de um lanterna. E se a Goretti fosse nossa chefe? Teríamos que ingerir menos calorias, mais proteínas e nutrientes. E a Marinava? Receitas ótimas para enxaqueca, que aliás é o que estou precisando ultimamente. Para nós mulheres, talvez a Ilana seria mais companheira por entender bem o que é TPM, já que convive diariamente com um "expert" nesse assunto. E por falar em Ilana, já dizia o antigo chefe que suas pernas ficam bem melhor torneadas se usar meias coloridas (isso é uma opinião dele, não minha!). Também ouvi o antigo chefe falar que a Srta. Marinava fica muito bem de vestido colante (o que será que ele quis dizer com isso?) E a Beli? Isto aqui se tornaria um Motel da Previdência ou o Cemitério Jardim da Paz, cheio de flores naturais ou desidratadas. Não dá para negar que ela é muito experiente em muitas coisas. Pior se fosse o Gilberto. Já imaginaram o que seria o terreiro de macumba e a quantidade de incenso que teríamos que aspirar todos os dias? Mas voltando ao chefe-adolescente, isso é pura maldade da oposição. Jamais isso passaria pela nossa cabeça, muito pelo contrário, merece todas as nossas deferências, bem como todas as pessoas que citei aqui.

sexta-feira, outubro 10, 2003

Mulher solteira procura...

...um homem, assim, inteligente, culto, que goste de música, que seja divertido, que curta Ciências Humanas, que me faça carinho, que brinque comigo, que me entenda, que ouça minhas histórias infindáveis e sem graça, que jogue cartas (e perca de vez enquando), que aceite minhas brincadeiras, que dance comigo, que me acompanhe ao cinema, que me peça prá contar piadinhas idiotas, que me escreva, que faça muito amor comigo, que cozinhe prá mim, que goste do Paulo Jalaska, Ettore Scola e Charlie Chaplin, que ature meus “Pink Floyds”, que deixe eu beliscar sua bunda, que seja gostoso como um sorvete no deserto, que retribua meus inesgotáveis beijos, que me abrace com força, que me faça rir, que me faça viver....

segunda-feira, setembro 29, 2003

Racional ou Emocional?

Já dizia Lock: "A liberdade existe na mesma proporção da racionalidade". Já Vinícius de Moraes: "Que mesmo em face do maior encanto, dele se encante mais meu pensamento", e mais: "Eu possa me dizer do amor (que tive): que não seja imortal, posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure". Torquato Neto: "Imagine o verão em chamas e fique sabendo que é por isso mesmo. A hora do crime precede a hora da vingança, e o espetáculo continua. cada um na sua, silêncio.". Fernando Pessoa: "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." E ao contrário de Lock, vem Álvaro de Campos e diz: "(...) Vi todas as coisas, maravilhei-me de tudo, mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri. Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos, e fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse, amei e odiei como toda a gente, mas para toda a gente isso foi normal e instintivo". E, para finalizar, Baudelaire: "Todas as belezas contêm... alguma coisa de eterno e alguma coisa de transitório - de absoluto e de eterno. A beleza absoluta e eterna (digamos entre parênteses, o ideal clássico) não existe... O elemento particular de cada beleza vem das paixões e como temos as nossas paixões particulares também temos a nossa beleza".

sexta-feira, setembro 05, 2003

Conto de Bruxas

- O que é isso mamãe?
- Ué, você não sabe?
- Não, mas gostaria que você me explicasse...
- Por que?
- Porque eu não sei!
- Pergunte a seu pai.
- Papai o que é isso?
- Pergunte a sua mãe... estou lendo jornal.
- Mamãe, papai não quis responder. Ele está lendo jornal.
- Então pergunte a seu irmão.
- Ele está assistindo ao jogo.
- E a vovó onde está?
- Na Internet.
- E o vovô?
- Jogando video-game.
- E a titia?
- Olhando o vizinho de binóculos.
- Olhando o vizinho de binóculos?! Que vizinho???
- O namorado da Suzana que você manda bilhetinhos ...
- Que bilhetinhos ?
- Não sei mãe.. só vi você colocando no bolso da jaqueta dele...
- E quem é a Suzana?
- Amiga do papai. Ele almoça todos os dias no Riverside’s com ela.
- O que?????
- Sim. Até deu um casaco de peles prá ela.
- Aquele casaco de peles branco?
- Não. Esse foi vovô quem deu a ela.
- Que horror!!! Era só o que me faltava. Aquela piranhuda ganhando presentes do MEU marido e do MEU pai. Só falta o anel de brilhantes...
- Esse foi o mano quem deu a ela..
- O mano? Com que dinheiro?
- Que ele ganhou na boate do Malatia?
- Boate do Malatia? O que ele faz lá?
- Não sei. Talvez seja “strepper”..
- Oh, meu Deus! Onde foi que eu errei? E quem é o Malatia?
- Aquele que desgraçou a vida da vovó?
- Ah! O que ele fez?
- Sei lá.. agora ela passa o tempo todo na Internet se lamuriando porque é um caso raro na medicina.
- O que ela tem?
- Diz que a tal da menopausa não vem nunca...
- E qual é o problema?
- Ela não se previniu..
- Ahhh.. não quero mais saber de nada. Me recuso a fazer qualquer pergunta. Isso aqui tá uma desgraceira.
- Eu só queria saber o que é isso.
- Oh, minha menina. Isso aqui é uma faca de dois gumes. Nunca viu?
- Já vi sim.
- Óbvio, não?
- Será?
- Pensei que você tivesse se dado conta disso..
- E você?
- O que tem eu?
- Só vê as coisas óbvias?
- ?????
- Talvez eu não veja as coisas óbvias, mas.....

sexta-feira, agosto 29, 2003

Carpeta II

Gosto, sorte e competência não se discute. O que poderia se discutir é se num jogo de cartas o que prevalece é a sorte ou a competência. Mas quando a sorte insiste em beneficiar sempre o mesmo jogador, mesmo em dias diferentes, seria, no mínimo, insensato atribuir isso apenas à sorte. Talvez seja um pouco de azar do adversário, principalmente, se este é muito competente. Bem, pelo menos, é o que parece.

quarta-feira, agosto 27, 2003

Frankstein

Na noite passada sonhei com Frankstein (antagonista do romance macabro de Mary Shelley) e com Sergio Vieira de Melo (ilustríssimo representante brasileiro na ONU). Apesar de não perder tempo em desvendar mistérios do subconsciente, transformados em sonhos infundados (redundância, pois todo o sonho é infundado), cheguei à conclusão de que talvez, inconscientemente, tenha colocado, frente à frente, o bem e o mal. O mal teria sido bem melhor representado se o sonho tivesse a “ilustre” presença de George W. Bush. Como isso não aconteceu, cai por terra a inócua tentativa de desvendar esse mistério. Ao contrário do que muitos pensam, inclusive eu, até ler o romance de Mary Shelley, Victor Frankstein é o protagonista da história e criador do monstro. O monstro, por sua vez, não possui nickname. Este, a princípio, não era mau. Tornou-se mau porque as pessoas o preteriam e o repudiavam, e não possuía uma companheira a sua altura, o que o fez a perseguir seu criador para que o mesmo criasse uma criatura tão horrenda quanto ele, para que pudesse amá-la e ser amado. No fundo procuramos pessoas iguais a nós mesmos, mas o que nos atrai, mesmo, são os opostos, teoria da ciência objetiva – Física – que subjetivamente faz parte de nossa vida.

sexta-feira, julho 18, 2003

Soltando o verbo

Faço um esforço sobre-humano para não ser contagiada com trejeitos e comportamentos escusos do meu saudável ambiente de trabalho. Um deles é não cair na mesquinharia da minha colega Cledi, que vinda lá dos longínquos cantos de Rosário do Sul, há longínquos anos atrás (sim, porque ela não cozinha mais na primeira fervura), tem o árduo trabalho de medir uma bolachinha waffer para não se sentir lesada na divisão e, neste exato momento, enfiou um pastel inteiro na boca para não correr o risco de ser atacada por um pouco de educação e oferecê-lo aos colegas. E por falar em cozinhar na primeira fervura, ela mesma admite que quando toma banho muito quente, o bandoleiro do velho oeste, seu marido Jesse James, coloca uma panelinha para coletar a água e fazer uma canja de galinha (essa é muito podre, mas enfim, coisas do dia-a-dia). Mas com todas as mesquinharias e palavras ditas na língua solta, não posso negar que é uma excelente colega. Tem uma vida pregressa que renderia uma ótima biografia a la Fernando Pessoa, e eu jamais utilizaria o jargão: “Se cair de quatro não levanta mais”. Quem tem autoridade para dizer essas coisas, não extamente com estas palavras, é o bandoleiro Jesse James, que aliás já está curtindo uma aposentadoria integral às custas do Regime PRÓPRIO de Previdência Social. E a nós o que nos resta? O Regime GERAL de Previdência Social e rezar um Pai-nosso e uma Ave-Maria, e que Deus e Alá nos proteja.

quinta-feira, julho 17, 2003

O HOMEM QUE FALAVA (ou melhor que COPIAVA)

Em alguns momentos tive a sensação de estar vendo o remake do curta “A Ilha das Flores”, que a bem da verdade não lembro se foi dirigido pelo mesmo diretor. Mas se não foi, está bem parecido. Na minha paupérrima opinião, achei algumas cenas extremamente desnecessárias. Cansei da explicação interminável de como operar com uma máquina fotocopiadora, como se não bastasse todos os dias ter de enfrentar esse serviço estafante de tirar cópias, que aliás é a marca registrada de todo o serviço público. O que seria da burocracia se não existisse uma máquina fotocopiadora? Os processos seriam minguados e não perderíamos nosso tempo ocioso tendo que passar os dedinhos com as unhas roídas nas infindáveis folhas cheias de manuscritos (muitas vezes indecifráveis); despachos do tipo DE para AO, de AO para DE, de DA para À, do Exmo. para o DD., do CHEFE para O, do O para a PQP.... Inconcebível um processo com meia dúzia de folhas, sem orelhas ou sujas de cafezinho. Isso seria o princípio do fim. A indústria de celulose estaria fadada ao desaparecimento. A clientela (compulsória) resolveria seus problemas imediatamente não correndo o risco de voltar trocentas vezes à mesma repartição porque esqueceu da fotocópia autenticada da certidão, da xerox da identidade, da averbação do divórcio litigioso na carteira de trabalho. Como tudo seria sem graça se não existisse a máquina fotocopiadora! E esta loquacidade, em tudo que falo e escrevo? De um filme do Jorge Furtado descambei para pornografia do serviço público. E ainda dei ouvidos a um amigo meu que garantiu ser o melhor filme brasileiro que ELE viu. Me poupe, Paulo Pandolfo, isso é uma falácia. O filme pode ser considerado bom, mas daí a ser excelente, temos longos caminhos a percorrer.


sábado, julho 05, 2003

(Pensamentos que movem o mundo vêm com pés de plumas – Nietzsche).

Acredito serem poucas as pessoas que não tenham, ainda, passado por uma situação dessas. Aquela situação em que as coisas que você não gosta você faz questão absoluta de salientar, não gagueja e solta o verbo. Tudo o que odeia, você tem coragem de pronunciar em tom alto e bom som. Tudo que é porcaria sai de sua boca. Sua boca não passa de uma privada. Das muitas coisas que você “cacareja” o tempo todo, poucas prestam. Aquele idiota que trabalha com você e que não prima por uma inteligência saliente, você não pestaneja e diz com todas as letras que se cair de quatro não levanta mais. Aquela colega que fala alto, você manda calar a boca porque a quantidade de decibéis que a voz estridente causa em seu cérebro não permite que você se concentre nos cálculos da incidência de juros e correção monetária nas faturas pendentes de pagamento. Mas quando você está diante de uma pessoa maravilhosa que a faz feliz, mesmo que momentaneamente, você “pisa em ovos” e não consegue dizer o quanto ela é importante para você e que você arriscaria muitas coisas para tê-la mais perto de você.

segunda-feira, junho 30, 2003

Parada Gay

Ontem, em meio à vasta multidão que ocupava o Parque da Redenção, ouvi um indivíduo todo meloso pronunciando, a outro mais meloso ainda, a seguinte frase filosófica: “Prefiro um homo bonito do que um hetero feio". Eu diria a esse mesmo(a) indivíduo(a): “Prefiro um hetero feio do que um homo bonito”. Será que a bichinha não queria dizer: “Prefiro um homo feio do que um hetero bonito”? Tenho lá minhas dúvidas. Será que a bichice afeta também os “parcos” neurônios dessa classe "tão" discriminada? Mas melhor do que tudo isso é transitar no mesmo local com um “hetero bonito”!

quinta-feira, junho 26, 2003

Jonnhy Depp

Não sou muito de ficar babando para artistas de cinema, mas é impossível não fazer isso diante de um filme em que esse galã participe. Até os cirurgiões plásticos dos Estados Unidos admitem que os homens recorrem à cirurgia plástica tentando conseguir um maxilar parecido com o do Jonnhy Depp. John Christopher Depp III (até o nome é pomposo), ficou conhecido no filme Edward Mãos de Tesoura, nasceu em 09/06/63 em Kentucky (USA) e matou as famosas Wynona Rider (mais conhecida como “mão-leve”), Jennifer Grey, Sherelyn Fenn, Kate Moss, entre outras. Não vou citar aqui todos os filmes que esse Deus Grego participou porque isso aqui não é um site de informações e, sim, um blog de baboseiras. Aliás, deveria utilizar como diário, mas como minha vida (para os outros) não é nada interessante, vou apelar à minha sensibilidade e deixar os aconcimentos diários de lado. Talvez amanhã eu retorne com algo mais interessante. Hoje vou dar uma olhadinha nos Corações Solitários do Sgt. Peppers e rever meus conceitos quanto aos meus "brilhantes" textos aqui publicados.

quarta-feira, junho 25, 2003

Ah... esse bendito Futebol!

Antes de tecer meus comentários preciosíssimos e altamente filosóficos sobre essa prática esportiva altamente difundida neste país tropical e bonito por natureza, quero esclarecer que no “artigo” abaixo talvez não tenha ficado claro mas citei 22 jogadores (20 que correm atrás da famigerada bola e 2 que ficam lá, como babacas, esperando por ela). Enfim, acho que consegui me fazer entender.
Vou tentar não fugir muito do assunto desta vez. Quero publicamente confessar que já estou dando a mão à palmatória. Meu querido amigo Dri (vulgo Adriano Barcelos) me convenceu que o homem que não gosta de futebol tem o pezinho na bichisse (ou bichice – disso eu faço questão de nunca entender). Pensando bem, até que ele não está totalmente errado. Nunca namorei ninguém que não gostasse de futebol, ou melhor, não só gostavam como deliravam e babavam em frente à televisão ou gastando o incomensurável vocabulário sobre o assunto. Confesso que muitas vezes preferia ser uma reles “partida de futebol” do que ser eu mesma. Talvez assim teria tido mais atenção. Lembrei agora que a minha afirmação anterior não é uma verdade absoluta (é juris tantum). Conheci, sim, um regazzo que não gostava de futebol, mas também não era muito chegado em outras coisas (não vou citar o nome do rapaz – jamais faria isso com o Luís Fernando). Isso reforça ainda mais a teoria do Dri. Mas se alguém quer saber se torço para o Inter ou Grêmio, o que tenho a responder é que utilizo a mesma regra que utilizaria numa suposta rinha entre os detestáveis chuck norris e steven seagal. Aceito as explicações mas continuo não entendendo. Mas como não entendo muitas outras coisas, talvez porque minha capacidade de entendimento seja muito restrita, só me resta aceitar e, quiçá, entre uma sopa de capeletti e um vinho, eu dê uma olhadinha no jogo de futebol desta quarta-feira (aposto que isso ficou bem claro!).

terça-feira, junho 24, 2003

Motorista de Táxi x Motorista de Lotação

Ontem presenciei uma cena hilária. Hilária não, patética. Uma daquelas cenas que afloram nosso instinto sádico. Um veículo automotor que transporta muitos passageiros (vulgo: lotação) foi abalroado, na traseira, por outro veículo transportador de poucos passageiros (vulgo: táxi), na Rua Gen. Vitorino. Os condutores dos respectivos veículos, educadamente desceram dos mesmos, e educadamente trocaram impropérios e gentilezas impublicáveis (aquelas em que a mãe é a estrela do espetáculo). Bem, confesso que, apesar da pressa, parei alguns minutinhos para presenciar a cena e torcer para que tudo desse certo e errado para os dois. Seria como presenciar uma luta pesada entre os execráveis chuck norris e steven seagal. Você torce para que os dois ganhem a luta e para que os dois percam (um parênteses aqui: não coloquei letra maiúscula na inicial do nome desses idiotas, porque os dois não merecem!). Como já falei, estava com pressa e não vi o desfecho da história, mas saí torcendo para que os dois se engalfinhassem. Desculpem se estou sendo cruél, mas êta racinha desgraçada essa! (com raríssimas exceções). Páram onde querem e fazem do trânsito o que bem entendem e ainda ajudam os correligionários do PFL a fazer campanha política (metaforicamente falando). Mas sem mais delongas e já que toquei no nome do absurdamente incomparável detestável abominável metido a galã mais sexy do que Fred Krueger, - chuck norris – sou obrigada a me fazer algumas perguntinhas: Como é que esse cara, um dia, foi parar na frente de uma câmera? Como é que esse cara teve a ousadia de auto-intitular-se “ator”? Pior: Como é que esse cara tem grana? Terrível: Como é que ele conseguiu alguma mulher (aliás, várias)? Tentem me explicar, porque eu não consegui entender ainda. A minha dificuldade é tão grande quanto entender como é que os homens gostam tanto de ver 20 idiotas semi-analfabetos correndo atrás de uma bola mais 2 esperando por ela, todas as quartas à noite e domingos à tarde, e na grande maioria das vezes, ganhando muito mais do que eles.

segunda-feira, junho 23, 2003

Rodrigo Santoro

Não vamos falar de talento, que isso ele tem de sobra. Mas mesmo fazendo papel de "bicha" ou "travecão" ou, ainda, usando o termo politicamente correto: "homossexual", esse cara continua lindo! Melhor que ele só o Johnny Depp no filme "Antes do Anoitecer". Por falar nisso, este filme é muito bom, embora meta a ripa no Fidel Castro, em Cuba e no sistema. Só não se deram conta que o "sistema" fez com que o protagonista da história (interpretado por Javier Barden) voltasse, de livre e espontânea vontade, a Cuba, para tratar daquele probleminha adquirido com ajuda do HIV. Mas voltando ao Carandiru, e deixando de lado um pouco o gatíssimo Rodrigo Santoro ("Lady Di"), o "nada-atraente" ator Gero Camilo ("Sem Chance", marido da Lady Di), foi convidado para trabalhar em Hollywood. A bem da verdade, não sei se foi prá Hollywood mesmo. Foi lá prá terra do Tio Sam. Se foi prá Hollywood ou não, isso não interessa. O que interessa é que o cara é muito bom e o Santoro, melhor ainda!

terça-feira, junho 17, 2003

Sinceramente, estou só testando isso daqui... na realidade nem sei se vai ficar como imaginei porque preenchi tantos formulários que me perdi. Entrei em tantas opções que se der certo será um milagre. Mesmo que eu quisesse escrever algo interessante, não seria possível porque meu chefe continua aqui no meu lado com um papel na mão, aguardando que eu lhe dirija a palavra e lendo estas baboseiras que estou escrevendo. Agora ele deu um suspiro, mais uma vez bateu a patinha, ou melhor, o pezinho no chão, mas não posso simplesmente deixar "meus leitores" a ver navios. Preciso me despedir e pedir que voltem a frequentar esta preciosidade. Afinal, nem sempre lemos coisas interessantes (espera aí, já vou terminar chefinho, isto daqui é mais importante!!!)... continuando... onde parei mesmo? Ah, sei lá. Estragaram minha inspiração.. então até mais. Prometo que trarei notícias..